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ESG se faz todos os dias.

Atualizado: 17 de fev. de 2023

Por Juliana Kaiser

Era final de dezembro de 2019 e um projeto engavetado há um ano, estava na iminência de acontecer: o Fórum Planetário de Sustentabilidade.

Para quem é da área socioambiental sabe bem que enquanto não está assinado, o projeto, em tese, não existe.

Entre idas e vindas, resolvi relaxar e tocar as outras frentes em andamento. Eis que recebo um telefonema e a confirmação de que o projeto tinha que acontecer no início de fevereiro em função do compliance.

Correria total, frio na barriga e início de ativação de rede. É comum as pessoas me perguntarem como podem mobilizar e engajar redes para projetos sociais. Eis que resolvi compartilhar com vocês o que venho fazendo. Não que seja uma receita, mas é o jeito que encontrei de colocar de pé as coisas que acredito.

Eu fui convidada para ser curadora e para fazer a gestão. Tinha que pensar uma programação em 15 dias, aprovar, enviar os convites e resolver a logística para receber indígenas, ribeirinhos e pessoas de vários estados do Brasil.

Verba? Tinha, porém restrita. A forma que encontrei foi enviar mensagem para os amigos (muitos deles estão por aqui) e perguntar quem gostaria de ceder suas casas (eram tempos sem pandemia), pegar convidados no aeroporto, ceder refeições em seus restaurantes, etc.

Como o objetivo era promover valor compartilhado e vivenciar o #esg na prática, contratamos algumas pessoas de forma remunerada e convocamos voluntários. Havia uma preocupação grande em distribuir verba de ajuda de custo, de forma que voluntários em situação de vulnerabilidade pudessem ter o mínimo de conforto. E assim foi feito: vários voluntários de classe média doaram sua ajuda de custo para os demais.

Teve um voluntário buscando liderança indígena no aeroporto de madrugada. Teve jornalista saindo da emissora correndo. Gratidão infinita, André Trigueiro. Vários gestores de ONGs e negócios de impacto que também estão por aqui. Todos, mais de 1.500 pessoas no total, empenhados em discutir o tripé da sustentabilidade (ambiental, social e econômico), pensar soluções e exercitar a cultura da paz.

A gente teve uma preocupação em promover diversidade racial (não foi fácil localizar CEOs negros dentro do ecossistema de impacto, por mais estranho que isso pareça) e também teve gestor de organização social localizada em favela.

Pra quem conhece o Rio, sabe que o Planetário está numa área nobre da cidade, a Gávea, que com seus contrastes, também abriga a Rocinha, uma das maiores favelas da América Latina. Não dava para custear almoço pra todo o staff, mas o #ODS 10 não me deixa fazer um evento de Sustentabilidade e não pensar nos Direitos Humanos. Quem nos salvou? A rede. Fomos em cada um dos restaurantes do bairro e sensibilizamos os comerciantes para que também se engajassem na corrente do bem. As pessoas iam buscar o almoço com o uniforme do evento e eram recebidas com sorrisos. Ah, os sorrisos foram abundantes por lá!

Evento lotado, metas alcançadas, vários negócios de impacto positivo fechados e aquela sensação de que a vida só vale mesmo se for em rede. Fim do evento e recebo essa foto aqui: um voluntário realiza o sonho de duas lideranças do Xingu e os leva para debutar no Maracanã, vendo o time deles, o Flamengo.

Quer saber mais sobre #esg, #responsabilidadesocial e #diversidade? Me acompanhe por aqui. É em rede que a gente avança!


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